quinta-feira, 10 de outubro de 2019

MILITARIZAÇÃO NAS ESCOLAS: ATRASO E EQUÍVOCO...

A tônica real de militarizar as escolas civis é engessar o passado do período militar, quando equivocados insistem em apregoar que aquele tempo foi melhor porque se cantava o hino nacional,  hasteava-se e arriava-se a bandeira, havia mais respeito, mais "ordem e progresso" etc etc etc... Mentira! Esses valores permanecem vivos dentro de todas as escolas. O que morreu - não que eu aprove - foi a família tradicional (salvas raras exceções). As mulheres precisam trabalhar também. A droga toma conta do país. O pai está preso.  A mãe está  presa. O pai está no túmulo,  morto porque era traficante  A mãe também. A avó,  sofrida, não tem energia para cuidar dos netos. Pretos, seguem humilhados. Os índios também. Já imaginou como irão sofrer os adolescentes que usam nome social diferente de seu sexo natural? E as questões de gênero, assunto que é fato dentro e fora das escolas, e os educadores (e todos os profissionais de outras áreas ) previsam estar preparados para essa realidade. São altos investimentos para adaptar os militares dentro das escolas sem necessidade alguma. Municípios que pedem educação cívico-militar passam atestados de que seu corpo educacional discente é  incompetente. Professores que aplaudem militares dentro das escolas que pertencem ao professor civil, aplaude a sua incompetência. Escola civil é espaço de educadores civis. Não podemos entegá-las a quem deveria estar zelando de quartéis e escolas militares. O Brasil segue a linha 'paulofreireana', seu maior monumento da Educação. Ela é o oposto da educação militar. O problema não é  o professor e a escola. O problema é o não direcionamento da devida  parcela do PIB às escolas. Elas precisam de estrutura e logística.  Além do seu papel principal de construir o conhecimento, os professores e escolas precisam ser preparados para trabalhar com crianças que não tem família tradicional, a qual é  maioria ( já  que entendem que é  ela que faz falta). A humanidade nao pensa como na época da Ditadura Militar. Tudo mudou. As coisas caminharam. A escola de hoje parou no tempo enquanto tudo se modificou. Os problemas educacionais se agigantaram. As escolas estão sucateadas devido a um contexto complexo. Não é por incompetência docente. Há, sim, professores falhos,  mas são minoria. Há profissionais falhos em todos as profissões. Inclusive há militares excepcionais e também militares medíocres. O equívoco é tão tosco que acham que colocando fardas e ensinando meninos e meninas a prestar continência estará resolvido. O problema é transparente. Não enxerga quem quer. Não é farda ao estilo polícia que minará os problemas de falta de estrutura nas escolas e falta de investimentos nos professores. Não é a imagem de homens usando armas na cintura que melhorará  a educação. Isso é propaganda militar. É  propaganda de governo. É  coerção.  Escola é  lugar de Educadores, de pedagogos e profissionais formados nas áreas de Educação. Gastar dinheiro para preparar militares para entrar na tônica de educadores -  na acepção plena da palavra - é  gasto colossal que pode ser evitado se investissem dignamente nos educadores e nas escolas. Aos militares se deve investir em inteligência para, de mãos dadas com a sociedade -incluindo as escolas (mas não dentro delas) - construírem uma sociedade culta, avançada,  promissora. Militar deve cuidar de ruas, da cidade, das fronteiras,  dos ares, dos mares, das florestas... Colocá -los dentro de escolas civis é desvio de função. Excetuando isso, lugar de militar é  nas escolas de preparação  de militares. Endossar essa ideia ideológica de militarizar as escolas civis é  cumprir o prazer mórbido de alguns militares equivocados que querem desmoralizar o professor civil. É  uma espécie de vingança contra os professores equivocadamente taxados de comunistas, socialistas,  petistas, enfim,  tudo o que de mal impera no Brasil é atribuído aos que têm linha de esquerda. Falam que a educação nas escolas militares é  exemplar. É  necessário rever o conceito de "exemplar". Compare os investimentos feitos às  escolas militares e às escolas civis. São incomparáveis. Mesmo assim há heroísmos em muitas escolas civis.  Escolas públicas de Sobral, no Ceará, tem IDEB maior que escolas militares. Pesquise o que acontece na escola de Cocal dos Alves, no Piauí. É  referência em Educação no Brasil (pasme: escolas públicas de estados tão atacados do Nordeste do Brasil). Vários exemplos maravilhosos de Educação de qualidade emolduram a região metropolitana de Natal.  Enfim é muita deturpação da realidade. A ignorância dita os últimos dias da Educação brasileira. Aliás de vários segmentos do Governo Federal. Tenho esperança grandiosa de que tudo isso é  passageiro. Estamos num pesadelo perigoso. Não pode demorar...

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Coordenador Geral do Núcleo Nísia é homenageado na AL.

Hoje a tarde foi dia de muitas homenagens a todos que construíram e fazem a luta do SINTERN. O Professor Josivaldo do Nascimento   Coordenador Geral do Núcleo Nísia Floresta foi um dos homenageados na Sessão Solene dos 30 anos do SINTERN na Assembleia Legislativa. Ele que é Diretor de Cultura da Entidade recebeu o diploma das mãos da professora e Governadora Fátima Bezerra e do Deputado Francisco do PT pelo reconhecimento do seu trabalho a frente do Núcleo Nísia Floresta que pertence a Regional de Parnamirim uma das Regionais do Sinte.

O professor agradece a todos que fazem a história de luta e oferece essa homenagem aos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do município de Nísia Floresta, ao amigo João Maria e também em especial oferece a sua mãe que é uma guerreira e seu espelho de coragem e determinação. O Núcleo Nísia Floresta estará fazendo 26 anos de história e luta em outubro e já foi reconhecido como um dos Núcleos que mais tem atuação na defesa dos direitos da categoria com várias conquistas e vitórias durante esse período de muita resistência.












terça-feira, 3 de setembro de 2019

30 anos de história e luta. SINTERN o Sindicato de resistência.

Há exatamente 30 anos atrás em 02 de setembro a categoria da Educação do Rio grande do Norte dava início uma nova era de luta e resistência criando a maior entidade sindical desse Estado. Um sindicato que seria a referência na luta, que além de representar os Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação estaria presente em todos os municípios do RN através de suas Regionais e Núcleos. Seus Coordenadores Gerais e Diretores eleitos durante suas gestões junto a categoria construirão várias greves gerais na rede estadual e municipais em defesa da valorização profissional e por uma educação pública referenciada e de qualidade. Assim foi construída a história do Sinte ao longo dos anos. Alguns de nossos companheiros dirigentes se foram durante esse período mas, deixaram seu legado e exemplo de vida aos demais que continuam fazendo desse sindicato a referência na luta e compromisso com os Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação. Hoje festejando os 30 anos de história muitos de nossos amigos e militantes tiveram a oportunidade de relembrar os Atos e atividades que marcaram essa nossa trajetória de luta com a exposição fotográfica no auditório do SINTERN com a presença dos primeiros  diretores da Entidade como a Professora e Governadora Fátima Bezerra, o Professor e ex deputado estadual Fernando Mineiro, o professor Hudson Guimarães, a Professora Vilma Geruza, muitos aposentados e aposentadas, vários sócios, diretores de Regionais e Núcleos e muitos amigos. Foi um excelente momento de reencontro com o passado do Sinte e de reforçar a todos e todas que continuaremos lutando contra as reformas e contra tudo que venham retirar os direitos e conquistas da classe Trabalhadora. Nosso muito obrigado a todos e todas que fazem e fizeram parte dessa grande história de luta.

A Coordenação Geral do Núcleo de Nísia Floresta.






















SINTE VÍDEO